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Nova diretoria do Campinense anuncia rompimento de parceria com FDA Sports

Mais um processo de terceirização do Departamento de Futebol de um clube acaba sem sucesso no futebol brasileiro.

Por Luiz Pereira em 10/01/2021 às 13:48:23
Foto: Ascom/Campinense

Foto: Ascom/Campinense

Mais um processo de terceirização do Departamento de Futebol de um clube acaba sem sucesso no futebol brasileiro.

A prática cada vez mais comuns principalmente em clubes que tem dificuldades financeiras, que contou recentemente com casos como Imperatriz-MA, rebaixado com 1 ponto em toda Série C, e Figueirense, que chegou a deixar de disputar uma partida, perdendo por WO na Série B de 2019, dificilmente chega a resultados vitoriosos, e não foi diferente na Paraíba.

Com uma dívida orçada em torno de R$ 20 milhões pelo ex-presidente Paulo Gervany, de acordo com auditoria realizada no início de 2020, a Raposa, após a paralisação do futebol devido a pandemia do Coronavírus, resolveu deixar o futebol, seu principal patrimônio, ser administrado pela FDA Sports, com o objetivo principal de conseguir o acesso na Série D.

Com incontáveis contratações, que passaram de 80 jogadores e 7 treinadores somando as feitas pela empresa e diretoria no decorrer de todo ano, o time sequer se classificou para a segunda fase da quarta divisão nacional e a relação sofreu um abalo.

Após o fim da participação no torneio nacional, a FDA Sports pressionou para que a direção, encabeçada por Gervany, deixasse o clube para que a parceria continuasse, o que aconteceu. Depois, de acordo com informações, a terceirizada cobrava uma dívida de cerca de R$ 140 mil, decorrentes de despesas corriqueiras, como alimentação, que o clube não bancou durante a disputa da Série D.

Após a renúncia de Paulo Gervany, o Campinense realizou nova eleição e elegeu Phelipe Cordeiro como presidente, que logo em sua posse disse que a prioridade era resolver a situação com a FDA.

E, de acordo com nota divulgada nas redes sociais da Raposa, após reunião nesta quinta (07) entre Conselho Deliberativo e diretoria executiva, foi tomada a decisão pelo rompimento, sem explicar se aconteceu em comum acordo com os proprietários da FDA.

Agora, a expectativa é que a nova direção comece a montar o departamento de futebol novamente e dê início aos preparativos para as competições de 2021.

O Campinense disputa nesta temporada a Copa do Brasil, que tem início no começo de março, a Série D do Brasileiro, e aguarda a decisão sobre quando o Campeonato Paraibano será realizado. Principalmente, aguarda-se uma posição do novo presidente sobre a administração em meio ao caos financeiros e tantas dívidas.

Fonte: Voz da Torcida

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